sábado, 10 de março de 2012


Sentem o vento, ele não existe mas marca presença…corre com o rio, dança a valsa com as árvores, o tango com as flores bravias e macias…nas ondas do mar é sopro na maresia e força colossal…não é visível mas a sua presença é linguagem universal.

A sua ausência aquece os corpos…quietude em aparente paz …ninguém o chama, mas quando o rosto o recebe num sopro a sacudir o sal num dia escaldante...é refrigério!

No deserto é inimigo das areias…baralha os montes… carrega o peso de cada passo num corrente de mil fardos…

Em alto mar é o amante das velas para o navegar ameno…

A lua que nunca o encontra pergunta aos fundos dos vértices…afinal quem esse vento?

Majestoso

soberano

escravo

amaldiçoado

em que canto se encontra esta não existência que marca presença com imensa força de guerreiro e guardião.

…depois aqui num canto vazio da lua quando se esvazia, já não há questões…existem respostas sem aposta…concretas e concisas.

Num gargalhar de silêncio na antevéspera do apocalipse…as areias escrevem; é aquilo que cada necessidade quer…é descartável na mente de quem não lhe conhece o poder de verdade…ele é…somente é…nada mais!

Faz-te ausência e saberás o tamanho da presença…se a presença é ficção ou a ausência uma referência no coração…

Sem comentários:

Enviar um comentário