segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Que amanhã seja um novo ciclo onde o ontem foi o ensinamento  para alcançar os sonhos renovados!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Recolhi as pétalas caídas...com elas alinhei um caminho...onde os aromas em dias de Inverno se intensificam...o olhar canta perfumes de Primavera enquanto as chuvas caem nos beirais dos ninhos...
Numa altura em que mudamos de página e corremos sem sair do mesmo lugar...é tempo de desdobrar o olhar entrega-lo ao agora pois o ontem terminou e o amanhã têm tempo de chegar...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Com a voz do sol no olhar, pestanejo sorrisos envoltos de claridade quando observo, os vazios repletos de movimentos ocultos, nos sulcos das alamedas de multidões perdidas...choro na penumbra dos dias por saber que é assim que se moldam as passagens nas contagem crescentes da decadência!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Semear nem sempre é o mais difícil...delicado é conseguir uma planta doiradora repleta de vigor!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Igualdade nem sempre é ter tudo exatamente igual...é ter o necessário!
Igualdade nem sempre é ter tudo exatamente igual...é ter o necessário!
Existem momentos que são somente momentos logo após se esfumam como o fumo de um fogo extinto...há outros que se perpetuam nos instantes mais breves da eterna memória...e que momentos são estes afinal? ...Serão pedaços caminhados...pó levantado e lembranças onde os passos não ficam presos apenas recordam a sorrir...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Há proximidades que me confundem não por as sentir mas pelo que elas dizem no silêncio dos passos se calam...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Que importância têm um dia de abastança quando os restantes sem fazem de rastos? Qual a prioridade da verdadeira mensagem do Natal? Ando embrulhada nestes pensamentos...mais quando durante os meses restantes vi o que vi vivi o que vivi e não me posso sentir diferente num único dia...tropeço em tantos porquês sem deixar de pensar que o Natal é a festividade da Vida e do Exemplo a seguir pelo "homem" ... humildade, fraternidade e simplicidade... 
Na partida com o Inverno em faúlhas quentes...os ramos das árvores secos...as viagens retomam a realidade de uma utopia alcançada...a partir de um sonho nada fica por desvendar! 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

De vez em quando gosto de parar...olhar para trás...soprar o pó das páginas...não para lamentar mas para interpretar o caminho seguinte...são breves instantes contudo de imensa importância para inspirar novos pedaços e largar outros que nada contém apenas o peso que a alma não tolera...Avanço!
Inquietas as palavras dançam na mente...caem no papel em cascatas...fios de granizo...fecho o caderno para as deixar padecer...liberto o silêncio com o espírito abraçado ao sentir que não quero dividir...fecho o olhar mas nunca o pensamento!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comecei a desfiar o ar nos vértices da aurora...senti a chuva a chegar e aconcheguei o pensamento...não o deixo mais soltar-se nem divagar pelas linhas da ilusão...sinto-me ausente deste sentir onde não sei extrair nem abstrair o que a minha mente sente a sentir sem mentir...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sabemos no tempo tudo aquilo que ainda desconhecemos...entenderemos um dia o que move algumas maiorias? Ou seremos apenas peças descartáveis numa era que se fala tanto em reciclagem...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O sol afastou-se da terra para deixar o manto branco dormir nos pastos que sangravam...os verdejantes sentires encolheram-se e na insónia teimam em não procurar a luz da lua...enrugam-se e iludem-se na vastidão solitária a espreitar por espaços escassos...quando a Primavera chegar haverá cicatrizes no esplendor de um jardim sem caminhos antigos a cobrir as fontes serenas onde tudo não será nada e o nada o perdido de tudo!
Não me sigam os calcanhares porque caminho em bicos dos pés para escutar o espaço entre os passos no silêncio do vento!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

No silêncio solitário somos muito... somos o que o nosso âmago contém e esse nunca nos abandona mesmo nas voltas do tempo...

domingo, 9 de dezembro de 2012

embalem os sons serenos no sono e os sonhos serão uma ponta de luz no amanhã.
Remei num rio de águas turvas...num Inverno de chuva escura...o rasto dos remos eram rosas em pétalas desfolhadas da minha ilusão que o tempo não apagou nem a memória a libertou...desci o rio ao encontro do cais na âncora viva que me aguarda sempre numa das margens!

sábado, 8 de dezembro de 2012

As coisas têm a importância que lhe damos...as que conto não são as importantes...as importantes são as que habitam em mim...todas as que outros julgam importante são as migalhas do meu sentir... e quanto mais importante ao alheio menos valor eu lhes leio!
As cores que a vida contém saem da alma e não do olhar...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Interessante como o tempo é o mesmo ... mas muda num estalar de dedos...aquilo que ontem era imponderavelmente hoje está no altar transformado...
Poeta...
entre a terra e o céu voa e regressa com versos seus..
Nos amargos soluços da chuva brotam da húmida terra os pontas soltas de uma raiz renovada no Inverno para se vestir da Primavera sem nunca perder a essência aromática que embriaga a lucidez...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Viajo com o som do piano... as gotas da chuva a dançarem no chão...com os vidros molhados...entrego a alma ao ritmo da luz que o dia esconde agora...
Se não me vires passar é porque o tempo levou o pensamento...se a ausência se fizer sentir sorri...nos dias de chuva há raios de sol a abraçarem as nuvens...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Não tenho o poder na palavra nem a detenção de qualquer fracção das letras...não domino o meu pensamento ele é espontâneo...chega-me como o vento...sem direcção ou rumo...toca e entra em mim ao encontro dos espaços onde me acalento...mas sempre com o meu pensamento!
Gosto de sentir os ruídos do mundo quando o dia desperta e os silêncios imperam nas palavras...nas margens das letras cantam os gestos que nunca ficam encobertos mesmo que por vezes pareçam invisíveis...os reflexos das palavras não ditas são a luz que desfaz as sombras onde o pensamento se encontra de frente com a realidade de cada margem...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Abro a janela da noite para receber a aurora branca que se deitou nos pastos...entrego às horas o despertar sereno do pensamento no agasalho do intenso sentir que me desperta na vida...onde sou!
E no fundo do pensamento encontrar o lugar onde o imenso é estar para lá de mim...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Deixo-me embalar nos raios de sol com o vento frio a cantar serenatas ao rosto...espero a força das horas num compasso em clave de fá...dançam nos meus olhos cristais de amor quando o livro branco fica repleto de memórias do agora!
Um dia serão tão-somente pedaços espalhados do tempo que sempre será o tempo que em nós vive...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quando recuo nas palavras encontro pedaços vivos...patentes do coração em emoções vivas...tão reais que parecem nascidas no agora do hoje...
Ao som da lareira desço o silêncio em palavras desordenadas... frias como os movimentos que o meu sentir observa na janela aberta... onde não me escondo para poder sentir o vento deste Outono!
 É fácil amar mas a humanidade faz desta simplicidade um complexo imenso!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sorriu no leve sentir onde o profundo me toca... como um saxofone nas mãos do destino...dentro do olhar reservo as notas pautadas que me ensinaram a dançar!
Projetar o olhar em frases elaboras é o alimento da alma que as sabe colocar no corpo em movimento!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Tenho tantos momentos só meus...dispersos por palavras soltas nas pontas leves dos dedos...momentos de tempos em tempos que se espalham em folhas libertas...pensamento na mente sem mentira...vaidade ou simplicidade fingida...momentos meus onde me redescubro nas sombras que se julgam ocultas!

domingo, 25 de novembro de 2012

Só quem sente aquilo que eu sinto...sabe entender o que não sei dizer...somente quem conhece a liberdade de estar sabe entender este meu sentir...contudo o meu sentir de consentir não é o mesmo que permitir!

sábado, 24 de novembro de 2012

A chuva continua a cair...a terra canta sabores de invernia...a lareira acesa chama a leitura de um bom amigo...o livro que levará o calor a mente e o sossego ao pensamento!
Respeitar não é o mesmo que concordar...deixar as ideias espalhadas é um erro crasso...esperar que se pode partir e chegar sem nada mudar é demonstrarão de pouca importância com o semelhante...aquele que cala mas sente!
Chove lá fora...no silêncio o sol brilha...crepita novas fontes de amoras frescas recolhidas no caminho empoeirado do Verão...e neste Inverno outonal nada mais é ténue nos cristais da luz do meu âmbar!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Entrego os pedaços que não são parte de mim...e parto ao encontro deste dia com a sol a vestir toda a alegria de contemplar as formas universais...as tais que nem todos atingem com o olhar interno...a fragrância do Outono domina os caminhos...e eu...canto as vozes do destino!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As mãos frias do vento...o calor de um momento aconchega a vida em plena harmonia...quando nos chega em rostos de Primavera florida!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A grande maioria pensa que vê com os olhos...mas na verdade é o coração que vê por isso tantas coisas contém imensas formas!
Poderemos esconder o corpo...mudar o rumo em prumos de conveniência...mas não conseguiremos esconder a alma da consciência...mesmo afastando todo o território mundano!
O sol reina sobre este dia...trespassa os vidros numa luz uniforme e quente...a alma alimentasse deste aroma num vasto rasgo de esperança...caminhar em gratidão por entre a chuva até chegar à desfolhada da Primavera onde tudo é mais ténue!

domingo, 18 de novembro de 2012

Observar por vezes é um acto doloroso...compreender um acto impossível aos sensíveis...encarar de frente é o mais fácil para quem sabe decifrar os campos de Inverno...e só se consegue de alma leve!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Com a chuva a cair...escorrem as luz ténues da noite num bocejo de harmonia...os ventos cantam bravios...a natureza retoma ao aconchego do sentir...
No começo do dia há sempre um recomeço mesmo com as horas gastas... as renovações entram pela porta do olhar quando os raios de sol espreitam e dizem "Bom dia"...a alma canta enquanto aguarda a luz da verdade a brilhar num canto onde se encolhem as vozes que murmuram escuros momentos...o espírito leve caí por meros instantes para elevar a um patamar mais elevado de sorriso renovado e solto...nos encontros dos desencontros fugazes no espelho de frente ao olhar!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O acaso é um pequeno momento no fim do dia...tudo o resto é plena sintonia!
Essa é a verdadeira alavanca para emergir...e no meu sorriso desenhar as formas sentidas com vida...
Tudo vale o que vale...o pleno sentir de tudo é o fluxo do sentir liberto de fardos...o grande valor é o pedaço que o nada têm na recolha de um sentido...aquele que cada um lhe dá em pleno ser e crer...não me arrasto em ventos nem caminho por onde me querem levar...na valorização de tudo o nobre sentir é o conhecimento que o tempo mostra...nada fica oculto!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Harmonia

Um pouco de Primavera
nas mãos que se cruzaram um dia
e permanecem em verdade
neste Outono de saudade...

Quem me dera ter-te
mais perto
partilhar mais contigo
o chá de tília
que as nossas mãos aquecem...

Estar pela noite dentro
em harmonia de palavras
onde a verdade é o sentir global
das coisas palpáveis...

Partilhar silêncios
tão nossos
momentos criados
dos sonhos que se tocam
em perfume de rosas amenas
nos rios de água a fluir
entregar-te a Primavera
nos Invernos duros
onde os muros se quebram
com a transparência dos sentires...
De frente com a mente aberta sem vento...acaricio o tempo porque ele está presente em todos os momentos...é ele o dono da claridade!
Um pouco de Primavera
nas mãos que se cruzaram um dia
e permanecem em verdade
neste Outono de saudade...
Com a luz da manhã no olhar calo a noite e as sombras que se movem...perante a luz a claridade é  primordial a acompanhar os passos!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A lua também sonha no pavio dos dias que dormem sem sono...nas frestas das estrelas brilha mais intenso o sonho da ilusão descoberta no despertar ameno das pestanas ruivas de Invernos!
Entre sombras e troncos vestidos de vida inundo o meu sentir...os raios de sol espreitam o pó da terra por onde caminho de alma leve nas sombras calidas dos dias intensos!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As maiores (des)ilusões vêem sempre da proximidade...das distância já nós lhes conhecemos os passos...
Nasce o dia e com ele renasce a minha sintonia com as horas claras na subtileza dos raios de sol que iluminam as sombras...a noite é efémera...o dia também...somente a essência interna é eterna nas horas completas do eu sou...

domingo, 11 de novembro de 2012

No silêncio de tantas ausências a melodia preenche o sabor do meu caminhar na leveza que solitária a minha harmonia não se afasta...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sou uma fortaleza frágil numa fragilidade forte... na força impulsiva que é em mim vida!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Despertou o canto dos pássaros num amanhecer em azul sereno vestido do calor que me abraça os sonhos...o orvalho fresco do Outono reveste os sentidos em pigmentos celestes na brisa quieta do olhar!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Que se rasgue as cinzas do olhar para tocarmos o horizonte verdejante de onde a luz beija o caminhar...
Serei sempre a fragilidade de cada emoção na fortaleza de cada convicção...num caminhar entre pedras e aromas...a alcançar as barreiras mais ténues no horizonte palpavel pelo meu olhar...
Entre os voos e as realidades o que fica é a fonte incessante do Amor...a sua raiz firme...na serenidade das tempestades...na fragilidade da quietude...na bonança de todos os tempos!

sábado, 3 de novembro de 2012

E quando há uma explosão de sentires o que se pode dizer...nada...uma lágrima no olho...um sorriso rasgado...um olhar de gratidão numa imensidão onde o nada é o bastante!
Perdida de certezas percorro as águas num caminhar alienado...as sementes navegam nas turvas águas onde o rio morre para dar lugar ao mar...imenso e amplo entrega à terra o que dela provem...ao encontro da Primavera anunciada nas asas negras no regresso das andorinhas!
Impregnado de ruídos o silêncio esvazia-se para caminhar na serenidade onde sabe calcular os actos com gestos suaves de ternura...abraçar as palavras numa loucura sana onde os poemas fermentam numa libertação audaz do pensamento...inquieto por natureza...imperfeito na poesia desconectada dos perfeitos!
 
Fugirei um dia das palavras num silêncio a cantar letras soltas...entregarei todas ao vento para que as leve até ao horizonte perdido...onde se encontra a voz que as sabe soletrar...e na alma as embalar!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Entre o magnifico e o belo perco o olhar...submeto o pensamento ao tempo...somente para voltar a ver se há ou não magnitude ou beleza...no sentir que assim diz...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Se me vires passar nas águas cansadas do rio deixa a leveza do vento me ensinar a voar...pois da terra pouco resta desta estéril loucura que me grita o nada... deste terreno sentir...nada é a verdade que valha a pena medir neste todo de poucos valores que os meus olhos vêem fugir...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

De um verbo nasce um parto no olhar onde dançam rios nos afluentes de uma aragem outonal...molduras de ontem a focarem nuances nas sombras coloridas de um substantivo receptivo em cada lugar... onde ainda há espaço para novas expressões!

No silêncio prolongado criam-se abismos colossais…abrem-se fendas infindas numa linha de vazios…que a distância irá marcar o impossível recuo nos encontros!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

As palavras do coração não se escrevem sentem-se e consentem-se na verdade de uma emoção!
Tenho uma emoção pendurada no canto do olho...é tão subtil e forte que não a consigo definir...faço um longo sorriso num rosto alagado e alargado ao horizonte azul de onde desce o néctar branco que perdura para lá do imaginário...não é ilusão é a combustão de um sonho em mim guardado!

domingo, 28 de outubro de 2012

Quando o silêncio começa a fazer remoinhos em ruídos...é o tempo das palavras se soltarem...desfiarem uma a uma sem que nada as faça parar...num quer de força e poder ao qual se poderá chamar liberdade...de exprimir o sentir...se elas ferirem é porque há um alvo que sem saber elas foram atingir!
Somos as colheitas da sementeira que fazemos, não com a mão mas sim, com o coração...mesmo que alguns julguem que não!
No espaço onde ninguém me escuta está o melhor das minhas emoções...é um espaço aberto onde apenas entra os que conhecem o som dos passos silenciosos do coração em pulsações vibrantes!

sábado, 27 de outubro de 2012

As emoções podem ser e são escrita...mas o melhor delas é a parte que fica retida na câmara do olhar...quando se tocam de par em par...sem nada no meio termo a balançar!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Há um inverso de mim que me suspira em sopros genuínos recebidos dos gestos que o meu verso sente cada vez melhor...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Existem muitos a dar erros ortográficos...outros escrevem perfeito mas estão constantemente a errar...
É interessante ver os interesses...ver o quanto eles se movem...sentir como eles se tornam desinteressantes ou inteiramente mudados consoante os interesses dos interessados...
Amanhece

o verde fresquinho espreita na tonalidade alaranjada do perfume com alma...
Os raios de sol ficam encobertos mas o sol nasce universal
para todos os corações
mesmo os que o não olham para o receber...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Haverá alguém que com o passar dos anos não guarde no olhar uma passagem mais ténue? Se não houver não houve vida...
Tenho fascínio pelo nascer e pelo pôr do sol talvez porque ambos marcam o inicio...
As cores da natureza vestem a alma na medida de cada horizonte na distância do olhar!

domingo, 21 de outubro de 2012

Num dia tão cheio de momentos...emoções...pensamentos
resta entregar o olhar à noite, no aconchego do silêncio...sem nunca esquecer de se viver cada instante neste intervalo chamado vida por onde passamos!
Ana Coelho
Esperarei a todo o tempo...entregarei a todo o momento...estenderei a cada instante...a quem assim saiba estar...mas o tempo têm tantas vertentes que um dia posso ser tão-somente a ausência...no tempo!
Os sopros chegam e vão...os suspiros ficam dentro do aliviado coração!
Nos transversais sentidos deixei de sentir...num imergir de silêncios que falam mil imagens...os gestos calam quando o coração deixa de ouvir a voz mesmo na distância...porque há distâncias que se sentem presentes e outras que são o afastamento...não um momento!
A poesia está em nós, nos momentos que se fazem eternos e nos sentimentos à flor da pele, com o olhar de inocência sempre presente, no presente de ontem, hoje e sempre!

sábado, 20 de outubro de 2012

Com a saliva doce de um olhar percorro os sonhos... com a mão na realidade a grande aliada... para a caminhada constante que a vida pede ao destino... algumas vezes em desalinho noutras em lençóis de linho...
Ser poeta é tão complexo como a simplicidade de um olhar...é ver para lá do horizonte é ter na mente a criação e com a ponta da mão ousar escrever...mesmo sem ninguém entender!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Voam as borboletas num sopro quente de Outono essências mil nas páginas diárias...as lutas têm escadas ao encontro do azul céu...as mãos tocam e viram as páginas no branco vestido das almas!
As emoções são como o sol... por vezes abertas, noutras atrás de nuvens em gotas frias caem...o sol esse é eterno jamais se ausenta quando é a essência!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ao som das gotas a caírem no mar
as gaivotas a recolherem aos sonhos
entrego a leveza que sinto a luz de cada olhar...
Hoje a chuva visitou o mar...corremos nas areias molhadas com o sorriso a beijar o olhar...os corpos húmidos vestidos de vida ficamos a contemplar as raízes que de nós se cruzam...escrevemos mais um poema do nosso destino...nas ruas que se ocultaram ao nos verem passar!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

De tudo aquilo que não vejo apenas me descaí o sentir naquilo que sinto...o que foi não era e o que é jamais será aquilo que foi...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A distância mostra a verdadeira face da presença...os actos ficam visíveis em gestos menos perspectiveis...visíveis aos sensíveis...começa um amarrotar sem volta como o papel manchado pela mão que o não soube afagar...
É tão fácil semear felicidade...basta entregar aquilo que gostaríamos de receber sem temer!

domingo, 14 de outubro de 2012

Vou ouvir o mar com a sede de Verão nos pés...caminhar com o sol nas areias calmas de Outono!

sábado, 13 de outubro de 2012

Nos vértices de tudo há uma esquina onde o meu olhar balança procura as formas nítidas onde os meus sentidos sabem continuar...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Na passagem de tudo nasce a poesia...em cada pedaço de poesia está o poeta na inquieta forma de não passar apenas pela vida!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Não há vida sem partilha nem amor sem contágio...não há essência em nada a não ser na união...que sabor teria um sonho sem outros que também sabem sonhar...
Ser simples assim na complexidade metafórica onde só alguns conseguem encontrar a essência contida na emoção talhada com a ponta da mão!
Nas formas da lua onde esqueci os desenhos da noite despertei na chuva dos vidros com as mãos a traçarem novas aragem com o sol que agora sorri no meu olhar calado de versos...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Afinal de contas uns são; outros parecem... e entre um e outro cabe a cada um saber onde é o lugar certo...certo nem sempre tem o mesmo ângulo...
...de repente instalou-se a ausência e em mim ficou a minha essência...na voz do silêncio onde tudo têm mais vigor no calor daquilo que não era!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A efemeridade tomou conta da humanidade...de tal forma que tudo é tão rápido que já nem o efemero é tempo... é apenas breve muito breve momento...sem sentimento!
Com o olhar aberto, no silêncio de tudo as questões não encontram respostas...estranho e não entranho movimentos estranhos onde as minhas palavras já não chegam...
 

domingo, 7 de outubro de 2012

O pensamento anda solto numa suave brisa...o luar embala as palavras no berço dos sonhos...letra a letra caem naturalmente numa conjuntura madura para ficarem nos vincos da página em branco...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Assim ao sabor do sol de Outono inspiro as estações num caudal suave de fragrâncias novas!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Existem coisas desinteressantes que logo me despertam o não interessar...há gestos interessantes que me desinteressam por os saber interessados...no meio de tudo o mais espantoso é os interessados andam com um desinteresse penetrante!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nos caminhos alaranjado do quente Outono viajo com a esperança na lembrança de saber reconhecer a bonança nos gestos que a alma alcança quando se entrega a olhar para lá do palpavel instante!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os sábios fazem da solidão a melhor companhia...do sonho a aliança nas criações das inquietações onde o vazio é espaço repleto de movimentos!
Os fumos teimam em roubar a clareza...mas a alma vê para lá do horizonte...no prazer de ser!

domingo, 30 de setembro de 2012

Dos sonhos não tenho presa...acomodo-os na almofada... noite após noite até que um dia desperte os sentidos onde o sonho deixa de ser sonho!

sábado, 29 de setembro de 2012

As escolhas que me acolheram e deixaram o lugar vago foram aquelas onde o meu aconchego é uma escolha sem retoma na recolha!
Se depois de atravessar o deserto os pés não sangrarem continuará árido o caminhar...
Na verdade pensamos tanto que a verdade por vezes parece uma utopia...noutras uma nuvens onde nos abrigamos para não vislumbrarmos a mentira onde o mundo gloria!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Não há sonho sem vida nem vida onde não haja espaço ao sonho...a vida começa e acaba no coração...o sonho começa e acaba no sabor da ilusão onde a vida é pura emoção!
Nunca sabemos onde o sonho começa e como acaba...existirá segredo algum entre o espaço limiar?...será aquele que o teu crer lhe entregar...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Na nostalgia das horas as palavras fervem numa união uniforme com a ponta da caneta...soltam-se ventos na raiz da chuva...os espelhos cantam verdades que a sombra oculta...caí a noite e os teus passos abraçam o meu respirar!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ando a rebuscar sentidos para os desvios sem sentido que os meus sentidos sentem...na sentença de entender estatísticas nos sentimentos...
(confuso talvez fruto da confusão de uma combustão abrangente)
Ana Coelho

domingo, 23 de setembro de 2012

Não esperem mudanças...façam pequenos gestos e a mudança acontece...sempre de dentro para fora é assim a mudança que o Universo nos pede!
Aqui e ali onde me vejo a mim e a ti reconheço as cores que nos passos ficam as marcas…
Dentro de nós os equinócios também acontecem no tempo do tempo…onde o supérfluo esvoaça e na ramificação fica o essencial…quando um abandono acontece é esse o Outono da nossa renovação…

sábado, 22 de setembro de 2012

São as cores do Outono que me acolhem o olhar nos aromas da Primavera que guardo em mim...
Deixei as páginas abertas lá atrás num lugar perto...chegou o tempo de as retomar para o rumo delas se realizar!
Existem movimentos que dançam com o vento...apenas e somente para rumarem em boa maré...procuram o topo da montanha para olharem do alto...contudo mesmo ao chegarem lá nunca encontrarão a linha do horizonte límpida e transparente...tudo será ténue! 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Não somos feitos das palavras que dizemos e ou escrevemos...somos feitos do olhar com os gestos em movimento!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Palavras soltas rumo ao destino no voo da quietude vestida de silêncios necessários...
Não me peçam para sossegar o pensamento pois é ele o alimento do meu inspirar...onde sou aquilo que sei pensar...
O tempo só é tempo quando o preenchemos de verbos fáceis...onde o espaço é escasso para o tempo que sempre temos na mão...
Escorreram pelas mãos fios soltos de sol num luar de Setembro onde lembro a cor do mar reflectido no acaso deste dia sem nada de especial...
Onde há paz existe amor e onde está o amor a vitória tem um bom sabor!
Nas formas da memória nascem e morrem ventos passageiro a cada compasso do relógio...o que fica são os minutos no ponteiro mais longo onde as lembranças podem sorrir!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O amor é uma corrente que se sente sem olhar...a força é invisivél mas existe onde pensamos não estar...


Deixo fluir as palavras para aquietar as emoções…golfadas para aliviar as sensações que o olhar recebe de tudo aquilo que o rodeia…não tenho destino para as palavras… se alguém as receber…faça-as suas!
Não há uma chave universal...aquilo que existe é um coração aberto universalmente ou trancado invertidamente...
Nas esferas que arrefecem o tempo...novos ventos se acomodam...as paisagens mudam nas estações...mas a raiz é o principio inalterável até ao dia final...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quando do escuro
se vê paz
é porque da luz
se encontrou retorno
do pensamento sem hesitar
Quando me vires passar ao lado sem deixar um olhar parado é porque de mim já és passado...um verbo difícil de conjugar...
 

domingo, 16 de setembro de 2012

As indiferenças são a diferencia das presenças diferentes...indiferente continuo o caminho de sempre na diferença de ser tudo menos indiferente!

sábado, 15 de setembro de 2012

Se as palavras por vezes são de mais a falta delas abre uma fresta imensa entre os de mais...
Perto do olhar visualizo distâncias...amargos em fios soltos...desfilam por entre parênteses com doces laços de corda oca...e...no vazio o escuro alarga as pontas...as sombras morrem onde o sol toca....

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Do silêncio nasce o reencontro sereno da alma...na falta de palavras começa o esquecimento...
Nos caminhos onde caí as pedras recolheram o meu corpo...da terra fresca as feridas secaram nas sementes que ainda não vi...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Nas passagens que fui ficou aquilo que sou...nas ausências que sinto encontro aquilo que cada um é...
Nas sombras de um vendaval também se encontram sementes...as folhas velhas voam as novas acomodam-se na raiz...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Poderemos dizer mil palavras...escrever mil versos rimados...mas só poderemos sentir poesia na vida com a vida a sentir a poesia...na alma que o poeta liberta sem alfabetos ordenados por métricas da regra ao quadrado.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Só teremos a verdadeira felicidade quando soubermos ser a felicidade dos outros...nela ter o imenso prazer de dentro para fora!
Nunca seremos verdadeiros se vivemos apenas dentro de nós...somente poderemos ser quando limpamos as nossas lágrimas e corremos a recolher as dos outros...

domingo, 2 de setembro de 2012

Só entenderás qualquer situação quando a olhares para fora do teu eu...somente se é quando se caminha como ponteiros do relógio...um marca as horas...outro os minutos e argumentativamente os segundos nunca param...nunca um só ponteiro mostra a hora correcta e concreta...
A água fresca que do mar me chega é a suavidade da plenitude que das mãos me escorre!

sábado, 1 de setembro de 2012

Pergunto tantas vezes ao pensamento...porque esqueço as palavras que deixo cair na poesia?...da mente chega-me um sussurro que me diz...a liberdade chega quando se entrega à luz tudo o que o coração sente...ter memória não é saber de cor palavras e palavras metrificadas....é colher de cada espaço o necessário para o próximo passo...entregar...e outro nele rejubilar ou julgar...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Onde o sol me aconchega a lua chega agora na tonalidade do mar...cheia...onde cabe todo o meu luar de Agosto...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Na sombra da lua deslizo na serenidade de uma maresia clara num orvalho quente do pensamento...
As cores do Verão beijam-me o olhar e o mar navega por mim com a suavidade de uma preia-mar ao som do acaso!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A inquietude materna é a sobriedade onde me encontro...nos passos do teu percurso o meu pulsar começa a respirar na certeza que a luz te guia...no meu âmbar o teu calor é a eternidade que sempre encontro!

domingo, 26 de agosto de 2012

Ao sentir verde da lucidez turva dança na memória a incerteza cinza...deixo as emoções na liberdade do sentir leve ao som do pulsar ébrio deixo cair a realidade num sonho nu !

sábado, 25 de agosto de 2012

Já as rugas do sol se instalaram e a lua lisa se instalou no alto onde a alma se alimenta e recomeça em novos aromas...meus e teus...
O fresco da tarde veste a verdade de mais um dia...os sonhos de mais uma maresia no sal das horas que já não conto...a noite trará melodias de um búzio na areia quente da praia!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Nas asas de uma gaivota o vento levou as memórias...deu-lhes um novo aroma...no mar de Agosto mergulhou as promessas sem nome...nas esquinas do sol iluminou as sombras...os pés húmidos no areal desenharam caminhos paralelos em imagens unas...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A meia lua dança de frente à varanda...um bailado sereno nas ondas suaves do mar...perco o olhar para lá dos vértices e viajo nos rumos dos sonhos novos...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Saberemos nós escolher as palavras ou serão elas que nos escolhem a nós? Quando o sol nasce e abrange um todo é mesmo para todos sem excepção de palavras...lugar ou vazios...

domingo, 19 de agosto de 2012

Não é o sonho que eu quero desenhar nas estrelas do mar...é a realidade das horas vagas numa onda de mansinho ao ouvido do búzio confidente!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Salpicam o acaso do dia orvalhos quentes de um luar imaginário, onde os sonhos não dormem nem as estrelas calam memórias...tudo é apenas uma passagem onde as águas correm livres!
 
Nasceu o sol com ele a maresia a sorrir em mim nas ondas brancas de um renascer com vigor límpido onde me encontro no voo das gaivotas!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entre partidas e chegadas a melhor parte é o entremeio onde nada fica por fazer ou dizer...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cada situação tem dois lados...duas razões que dependem de cada visão...a divisão não começa aí...mas sim quando não se respeita este simples facto!

domingo, 12 de agosto de 2012

Apenas a alma é eterna tudo o resto é efémero...no entanto ocupa mais a nossa mente a efemeridade do que a eternidade!
Quando inspiras uma palavra que me queres dizer eu desenho as fontes desse teu quer oculto!

domingo, 5 de agosto de 2012

Queria voltar a ter os sonhos da borboleta no casulo...vestir tão somente as asas e nos prados colher novas vagas...
Todos os caminhos que têm imperativamente que se cruzar acontecem...no tempo do tempo que apenas o tempo comanda!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

Das melhores surpresas da vida é sentir que existem vidas que sabem o que é a vida para lá da sua linha sentida!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Aqui e ali sinto um tempo que não reconheço nas ondas de um vento liberto...disperso a mente para sacudir as folhas mortas...recolho as sementes no colo da alma numa canção de ninar!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Com os sonhos a pedirem o sono
uma noite serena
com as palavras a mimarem
o corpo...moldado de gestos!
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Os sons encostam-se
na lua com as estrelas a cantarem
um amanhã abraçado ao (a)mar
onde sei sonhar...de novo!
Os pés doem...pisam...caminham...
mas eu serei sempre ponte e nunca abismo!
Hoje queria olhar em volta e sorrir...mas talvez só amanhã o sorriso seja o desenho do rosto...agora sorriu...não com o melhor sorriso...somente com aquele que se alimenta da esperança mesmo que na distância do horizonte...
Hoje poderá apenas ser mais um dia ou uma parte da história que eu saberei contar num amanhã distante...o amanhã próximo encontrará o silêncio onde me aconchego em abrigos do infinito que a decência murmura em canticos meus...

[Memórias da (in)certeza]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Quando chegar o dia em que o adeus não seja uma palavra...apenas desejo que nas tuas mãos fique o meu cheiro...nos teus lábios uma meia-lua prateada...no teu olhar o brilho de um coral...e na tua lembrança os gestos do meu sentir!

domingo, 22 de julho de 2012

Poderemos trocar a noite pelo dia...acertar os ponteiros do relógio...mas nunca conseguiremos recuperar o tempo que não usamos!
Se não lavrares o terreno em volta da tua habitação não esperes que nele nasça um belo jardim…

sábado, 21 de julho de 2012

A falta de atenção não é uma posição ...quantas vezes reclamamos quando essa falta está é no nosso coração!
Ser diferente não é uma crença...nem tão pouco são palavras usadas para auto-denominar...os gestos...sim os gestos são os únicos que falam diferente!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Poderemos sempre proclamar a diferença...mas é a indiferença que mostra a realidade da diferença!