quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

 
Os silêncios encantam...as provas ficam nos gestos, mesmo nos invisíveis...com o tempo para quê dar importância aquilo que nada importa...e os ruídos chegam na fraca potência de uma inverdade na soberba da liberdade...esta liberdade que é uma completa utopia...se fosse realidade ninguém saberia como a usar para lá dos sonhos...a mania da humanidade em fazer primazias de loucura para impressionar o alheio sentir.

 [Memórias da (in)certeza]


Amo a vida no balanço da morte que é o partir mais certo que o destino nos entrega desde a primeira hora...amo tudo o que é passagem na paixão das efémeras lembranças que caem em cada marear do meu pensar...não procuro o escuro nem a luz intensa das passagens...caminho somente ao encontro das horas que o infinito me empresta enquanto por aqui andar...

 
[Memórias da (in)certeza]


Palavras
palavras
tudo não passa de apenas palavras tão antigas como a linguagem
nenhuma é nova
nada falta inventar
são palavras, palavras desordenadas
para ordenar o pensamento que não se cansa das mesmas palavras de sempre!

[Memórias da (in)certeza]
 

Venho da morada ali ao lado cansada de a ver mudar…andam em voltas frenéticas…movimentam-se com disfarces elaborados…tudo é tão igual que apenas me espanta a forma formal com que crêem na mentira como se verdade fosse só porque é a voz própria que a declara…a beleza é profunda mas só é vislumbrada quando é fecunda nas terras do prado…os estrados humanos desfazem a real pureza de um jardim aromatizado!



[Memórias da (in)certeza]

O poeta é um misto de sonho e realidade, é sonho a pulsar nas veias, a saudade a mostrar outra realidade.
As palavras a fazerem eco nas veias em chamas lavradas de emoção...entregues pela comoção de um sorriso salgado com uma lágrima doce a cavalgar desordenada!
Aos doutos tudo isto é ridículo num excêntrico sentir sem sentido nos cálculos aritméticos onde o mundo se passeia…com os pés na areia num corpo salgado onde as utopias são cadeias sem uma ponta de liberdade.

 [Memórias da (in)certeza]




A lua dança perante os meus olhos...vestida de metade, canta os encantos dos dias amenos...nos bosques dormem os uivos num covil improvisado...as cidades acalmam os ruídos...por momentos o universo parece perfeito...as cores da Primavera acordam sem imagem...é apenas o sonho alimentado da utopia que teimosamente vagueia pelas veias!

[Memórias da (in)certeza]
 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Se alguém te dizer que me viu chegar não acredites pois eu não cheguei a partir...

Não sei se chama-me a isto inspiração...ou loucura da minha alucinação!
A inspiração é o fragmento de um pensamento...tudo aquilo que descrevo é a corrente emotiva da minha mente...clamo vezes sem conta para que a quietude conquiste esta estranha mania de pensar sem parar...os pensamentos multiplicam-se...atropelam-se...chegam num furação com vida própria...a mim resta-me a rendição de ser alucinada no meio das palavras que me caem pelos dedos!
Na minha varanda rodopiam folhas verdes e pétalas multicor...abraçam-se e riem...talvez se riam da minha loucura ou das minhas palavras sem sentido...mas riem e rir vale a pena, nem que seja por um louco momento...

[Memórias da (in)certeza]
 
Entrego o meu silêncio para que aprendas a voar...fico em quietude, atenta a todos os pontos cardeais do teu olhar...a minha voz é muda..o meu sentir é intenso; na necessidade de te deixar voar, no voo solitário que te entregará a coragem para alcançar o céu!
o meu anseio é o teu regresso em mantos dourados....
A capacidade de entender não está nas respostas que se ouvem...está nas entrelinhas de um gesto moribundo perto do abismo...onde o salto é o voo final...o recuo é um sinal para outros tempos!

Tenho cristais soltos no olhar...tenho vontades escondidas para não magoar...habita em mim a quietude da ilusão...os medos navegam em asas sem par...caem do horizonte névoas para descodificar...a luz é intensa no silêncio da voz...a garganta amortalha palavras num papel branco...libertar as ânsias...mas as ânsias não se despegam deste deambular entre fios e cordas a baloiçar! São ventos sem norte em busca do sul…nas margens de um mar, tão profundo como as dúvidas de um náufrago em cascos a navegar…
As pessoas chegam e partem...o que ficará será sempre aquilo que és...
 Amizade é um gesto de afecto que nos alimenta o ego, a essência que move barreiras.
O mundo é aberto com tantas respostas...assim estejamos abertos a questionar...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Há luzes que se apagam num sopro...outras ficam na eternidade da chama quente que as alimenta!
Se todos nós tivermos um mundo, para que serve este onde todos habitamos?
O verdadeiro acto de amor não é quando os corpos se tocam, mas sim quando as almas se completam mesmo na ausência!

A lua sorri-me sempre mesmo quando está ausente…sorri porque lhe sei de cor as formas…entrego-lhe sempre a pura essência que do sol recebo…permaneço nos espaços vazios da sua ausência… com a mesma liberdade com que a abraço nos fios de chuva de uma tempestade!
Não há frio nem calor quando dentro do âmago habita o sol...
 
Quando o essencial é substância nada do que se alcança é mudança....

domingo, 26 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O amor é uma esfera que roda como os ponteiros do relógio...alargasse na medida de cada traço que se lhe entrega!
Sento o pensamento na cadeira da alma...acomodo o espírito nas palavras que o silêncio me entrega...canto as melodias que a memória esquece...procuro a luz no hoje para que o amanhã chegue sem ilusões destruídas!
Não é na arte que procuro os sentidos...é no vazio de mim  que encontro o sentir da arte!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


As diferenças existem...nada é igual e tudo se completa na completa forma de saber a diferença sem indiferença...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A humildade não é uma palavra...são um conjunto de actos bem vincados na presença do presente!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Sonhar é uma arte que alimenta a vida…alquimia da alma que reinventa novas cores para o destino!
A serenidade é música que transporta a mente para o lado mais poético do vento...é um suspiro nas brisas frescas que abraçam o (a)mar com a areia fresca a fluir nos sopros transparêntes de sentir...
Procura o destino nas pétalas de uma rosa, traça o caminho nas veste de um lírio do campo e galga as montanhas nas asas de uma quimera sem lamentos nas searas do campo!

Os poetas não vivem noutro mundo…sentem é o mundo noutro pulsar!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Quando alguém se afasta é porque o caminho não é o mesmo…o coração comanda os passos que os pés escolhem!
Todos temos o sol e a sombra...as sombras mostram muitos brilhos dos fios do infinito, permanecer na sombra apaga o intenso calor do astro rei!

sábado, 18 de fevereiro de 2012


Se por acaso não me vires chegar...não me procures, pois estamos em lugares distintos!

Disfarces, embustes e cabeçudos existem um ano inteiro…alguém me diz para que serve então o carnaval…poderia ser um dia para o povo ser normal!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Poderei eu ser um pouco de nada, muito de tudo…ou simplesmente coisa nenhuma…mas nunca deixarei de ser eu!

Serei sempre eu e nunca aquilo que outros julgam de ânimo fácil…






quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Não terei engano em mim mesmo que tenha tido encontro com o engano…
pois o engano é solitário, não fará parte da minha esperança; por muito que tente penetrar para lá da minha permissão!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


Criar laços é simples…mantê-los depende da magnitude de ambas as pontas soltas  

Não te percas na derivação da estrada…não vagueis demasiado pela incerteza pois o Outono adormece cedo nos mantos brancos do Inverno…quando regressares posso já estar na Primavera num jardim distante com as aves migratórias!
Cheguei à real provação...que o mundo é uma perfeita loucura e que os loucos são os mais perfeitos neste mundo!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Há um rasto que me arrasta num voo sem asas…num caminhar desértico onde as flores nascem na passagem…

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Se perdoares
esquece o esquecer
e vive a vida no acontecer
...então chegará o tempo de não lembrar o esquecer!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Chama por mim...se conheceres a linguagem do silêncio e a companhia da mudez num gesto inquieto!

As palavras nunca vão com vento…ficam aprisionadas na mente até que o parto chegue nas asas de uma brisa que canta o desencanto do não esquecimento!
Se por um acaso me encontrares nos pastos onde se perde o som...por favor...manda-me de volta ao silêncio das searas!
As revelações chegam nos actos involuntários...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nascente de luz com aromas a flutuarem no espelho de silêncio que refresca o espírito...

Desde quando é que ter uma opinião divergente dos “eruditos” é ser ignorante?

Mandei a inspiração embora, mas ela teima em não me dar sossego…entrego-me assim em plena rendição de culpada sem razão!





Tudo que está oculto na tua mente, é semente do teu ventre…colheita para as mãos no futuro…mesmo que no presente te convenças que não há transparência e retorno!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Há espaços que quando acabam não existe espaço para recomeços....

Se por uma vez viste alguém muito calmo ter uma actitude mais brusca, sabes o que isso significa?

Que é humano!
Por um acaso
quando falares de amor
fala sem palavras
por um acaso
não procures palavras
no silêncio de um gesto
por um acaso
um gesto é a linguagem
mais universal ao amor

Não posso impedir o teu choro….mas posso tentar roubar-te um sorriso!

Não posso impedir a tua queda…mas posso apoiar-te no reerguer!

Não posso tirar a tua dor…mas tenho a cura para o desconforto o meu abraço!

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Existem seres humanos tão cheios de razão e conhecimentos… que engordam nas próprias palavras….

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Nunca sabemos o que está para lá de uma curva…mas a viagem seria monótona numa linha recta!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


Se os nossos caminhos são os mesmos e não me encontras é porque na verdade as formas de caminhar são diversas…dispersas…

Gosto de crescer de evoluir…sem que a ponta dos pés seja o único alicerce!

Quando a dor é na alma, há sempre uma parte de mim que se desvanece outra que cresce!



Aquilo que de facto me é aprazível…é escrever e nas palavras descodificar as vãs licenças da vida…o maior deleite é entregar o que sou ao meu semelhante!



A melhor demostração de amor que de ti recebo, é quando digo não e tu me abraças num tremendo sim!

A elevação do que somos não é visível ao olhar, não é sentida no alto...mas sim traçada nos vales, num caminhar sereno no centro das tempestades!